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Mídias sociais e a vida em rede

Perfil Ygor Salles é editor-adjunto de Mídias Sociais da Folha

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O que você faria com R$ 88 bilhões?

Por Ygor Salles
28/01/15 16:58

Dá para fazer muita conta com R$ 88 bilhões, não é mesmo?

Este é o tamanho estimado (para ser mais exato, R$ 88,6 bilhões) pela presidência da Petrobras para a baixa no valor dos ativos da estatal causada pelos atos de corrupção investigados na operação Lava Jato, além de perdas não relacionadas com irregularidades, como variações nos custos de matéria-prima e produtos vencidos, além de falhas e contingências nos projetos, dentre outros.

Tal valor deveria ter entrado no balanço da empresa do terceiro trimestre do ano passado, divulgado nesta quarta-feira (28), mas não foi por falta de consenso sobre o método empregado no cálculo (mais informações sobre como a conta foi feita podem ser encontradas aqui).

Além do resultado econômico prático de não fazer a baixa contábil já, que faz com que a ação da Petrobras despenque na Bovespa, há ainda (mais um) desgaste de imagem para a empresa.

Nas redes sociais, o caso chegou ao topo dos trending topics (assuntos mais comentados) do Twitter no Brasil de uma forma inusitada: todos dizendo o que fariam se tivessem R$ 88 bilhões em mãos.

Veja algumas das mensagens:

'Calculadora de Sonhos' da Sabesp vira piada na internet

Por Ygor Salles
27/01/15 15:15

A Sabesp divulgou nesta terça-feira (27) uma página na internet que mostra a que horas a pressão da água será reduzida em suas áreas de atuação na Grande São Paulo.

Um serviço que era pedido pelos usuários desde que esta redução de pressão foi posta em prática, em meados do ano passado.

O problema é que o serviço foi colocado dentro de uma área do site da Sabesp chamado Calculadora de Sonhos, onde a estatal incentiva ações de redução de consumo de água pelos usuários.

A ironia de colocar uma lista de racionamento em um site com esse nome não passou em branco pelos internautas.

Depois da repercussão, a Sabesp mudou o endereço do serviço. Se você quiser ver quando corre risco de tomar banho de canequinha (ou nem isso), clique aqui.

Veja algumas das menções ao caso:

Metade dos posts sobre 'pau de selfie' nas redes sociais é piada, #apontaestudo

Por Ygor Salles
22/01/15 11:04

Metade posta foto, metade faz piada de quem posta foto.

Essa foi a conclusão de um estudo sobre o ‘pau de selfie’, a mais nova moda tecnológica do meu, do seu, do nosso amado país, quiçá do mundo (vide as recentes restrições em estádios britânicos, por exemplo).

Segundo a empresa de monitoramento de redes sociais AirStrip, durante dez dias (de 5 a 14 de janeiro) o ‘pau de selfie’ foi citado em pouco mais de 80 mil postagens no Facebook, no Twitter e no Instagram.

Em se tratando de uma bugiganga controversa, as opiniões sobre ela ficaram bem divididas. Não à toa, 49% das postagens continham piadas ou memes.

O estudo também mostrou que o ‘pau de selfie’ tem como objetivo claro fazer ‘selfies’ coletivos. Analisando 100 fotos aleatórias publicadas nas redes sociais no período do estudo, concluiu-se que 77% eram imagens de grupo e 23%, individuais.

Há três meses, antes da disseminação do ‘pau de selfie’, a empresa fez o mesmo experimento e o resultado foi bem diferente, com 53% de individuais e 47% de coletivas.

Veja alguns posts sobre o tema:

O inferno é aqui

Por Ygor Salles
20/01/15 18:34

As redes sociais foram tomadas por piadas e reclamações relacionadas ao calor senegalesco que se abate sobre o Centro-Sul do país.

Em São Paulo, por exemplo, chegamos nesta terça-feira ao 15º dia seguido com máximas acima dos 30ºC.

Noves fora os problemas causados pelas altas temperaturas (o fim próximo da reserva de água nos reservatórios que abastecem São Paulo e o apagão de segunda-feira causado pelo excesso de consumo de energia, para ficar nos mais óbvios), as piadas dão o tom.

Confira as melhores:

Enquanto o Enem não chega...

Por Ygor Salles
13/01/15 18:23

O Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem) divulgará nesta terça-feira o resultado do Enem 2014, cuja nota é fundamental para entrar em algumas das principais universidades do país.

Mas, apesar de a data ter sido confirmada, o horário não foi divulgado. O que causou uma crise de ansiedade generalizada entre os que prestaram o exame.

A situação piorou após entrevista coletiva do MEC em que foram divulgados dados gerais da prova –como, por exemplo, que mais de 500 mil pessoas zeraram na redação.

Como resultado, a hashtag #LiberaENEM ficou no topo dos trending topics do Brasil durante toda a tarde de hoje, com mais de 45 mil citações.

E as piadas e memes dominaram.

Veja alguns dos tuítes:

As reações solidárias ao 'Charlie Hebdo' após ataque terrorista

Por Ygor Salles
07/01/15 15:37

A hashtag #CharlieHebdo está no topo dos trending topics mundiais após o jornal satírico francês ser atacado por terroristas, matando 12 pessoas, incluindo o diretor do periódico e quatro cartunistas. Já foi usado no Twitter em mais de 1,4 milhão de postagens desde que o ataque foi noticiado.

O tom, no geral, é de solidariedade ao jornal e condenando o ataque.

Como, por exemplo, o ativista islâmico Iyad El-Baghdadi, dono do tuíte sobre o caso com mais retuítes:

“Como um muçulmano, matar pessoas inocentes em nome do Islã é muito, muito mais ofensivo do que qualquer cartum que possa ser feito”

Embora seja comum que, com o passar das horas, o que é solidariedade vire ódio nas redes sociais.

Além do #CharlieHebdo, outras hashtags ligadas ao atentado subiram na França.

Uma delas é a #JeSuisCharlie (Eu Sou Charlie, em francês), encampada pelos jornais franceses “Le Monde” e “Le Figaro”, dois dos mais importantes do país.

Também chama atenção a hashtag #IslamNonCoupable, uma tentativa das pessoas de evitar que o atentado se torne um motivo para que a direita francesa culpe os muçulmanos (em geral, imigrantes de ex-colônias francesas e que hoje formam o grosso das classes menos abastadas do país) e justifiquem tanto a redução de seus direitos quanto a escalada da repressão contra eles.

“Não é porque Hitler era alemão que todos os alemães são nazistas, façam a reconciliação”

“Devemos realmente parar de igualar o Islã ao terrorismo”

Outros termos chegaram aos trending topics na França graças ao atentado, principalmente nomes dos mortos (Wolinski, por exemplo), ou hashtags criadas para acompanhar o caso, como #attentat e #fusillade.

No Brasil? Demorou um pouco para termos sobre o atentado chegar aos trending topics. Só por volta das 15h que a hashtag #CharlieHebdo e o termo Maomé apareceram.

Assim como os franceses, por aqui os brasileiros que usam a hashtag #CharlieHebdo estão mais preocupados com a liberdade de expressão e em evitar culpar os muçulmanos.

Veja algumas das manifestações:

Já quem usa Maomé é, no geral, quem ainda pensa em fazer piadinhas com o episódio.

Dono filma reação de cachorro quando ele sai de casa, e vídeo vira hit

Por Ygor Salles
29/12/14 12:34

Cachorros não costumam reagir bem quando seus donos os deixam sozinhos.

Sei bem porque estou cuidando da poodle da minha irmã, e ela fica emburrada no canto e sai correndo atrás de qualquer ser vivente que pareça remotamente com meu cunhado (está quase cega, a pobre Quequé).

Mike, um músico e radialista que mora em Springfield, no Estado americano de Missouri, resolveu checar como o seu cachorro reagia. Para isso, pendurou uma câmera GoPro no pet.

Eis o resultado:

Mike e seu cachorro

O vídeo, publicado nove dias atrás, é tão triste que logo se espalhou. Já tem mais de 2 milhões de visualizações.

E Mike já sabe que deixa o coração de seu cachorro partido quando sai de casa.

Bolacha ou biscoito? Veja o que diz o Google

Por Ygor Salles
10/12/14 16:44

Esqueça PT x PSDB. O maior fla-flu brasileiro, a discussão que mais desperta animosidades neste Brasil, é: chamamos isso de biscoito ou bolacha?

20141210 Biscoito 3

Para trazer mais subsídios para esta briga, este blogueiro resolveu perguntar ao oráculo Google, que trouxe algumas conclusões surpreendentes.

Ao buscarmos os dois termos no Google Trends, ferramenta que analisa dados das buscas feitas por ele, percebe-se uma clara separação entre os termos ‘bolacha’ e ‘biscoitos’ nos Estados.

O Trends não dá números absolutos das buscas. Mas, nesta separação por Estados, dá o valor 100 para o Estado que tem a maior proporção de buscas do termo em relação ao total das buscas. Quanto maior for esta proporção, mais escuro fica o Estado no mapa. Daí em diante, dá um valor às outras localidades.

Pois bem. Na busca por ‘bolacha’, nota-se uma predominância sobre os Estados do Sul e parte do Centro-Oeste, além de São Paulo, nas buscas. A maior porcentagem de buscas pelo termo é de Santa Catarina, sucedido por Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.

20141210 Bolacha

Por outro lado, a busca por ‘biscoito’ é mais forte no restante da região Sudeste e em todo o Nordeste. O Distrito Federal é o principal reduto, seguido por Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

20141210 Biscoito

Vendo os dois mapas, já dá para notar que o termo ‘biscoito’, embora mais forte em alguns locais, permanece forte no restante do país, ao contrário do termo ‘bolacha’.

Ao confrontar os dois termos em cada Estado, a vantagem do biscoito fica clara e traz a mais surpreendente das revelações: só o Sul do país busca mais por bolacha. Isso mesmo: em São Paulo, tido como bastião da defesa da bolacha, a busca por biscoito é maior.

20141210 Mapa

E, com a busca no Google ao longo dos últimos 10 anos em todo o Brasil, podemos bater o martelo: a maioria dos brasileiros fala mais (ou melhor, busca mais por) biscoito (a linha vermelha) que bolacha (a linha azul).

20141210 BiscoitoxBolacha

Claro que isso não determina quem está certo ou errado. Enquanto paulista, ainda fico com bolacha. Mas, à luz dos números, os defensores do biscoito ganham mais um argumento.

Vídeo de garotinha dançando no metrô de NY vira hit no Youtube

Por Ygor Salles
09/12/14 11:46

Vamos para um momento cuti-cuti neste blog.

Um vídeo de uma modesta dupla de cantores de rua de Nova York viralizou nesta semana graças a uma performance inusitada.

O casal Thomas e Jaime Kopie forma a dupla Coyote & Crow há quatro anos e tocam em parques e estações de metrô da Grande Maçã. Na semana passada, faziam uma performance dentro da estação Bedford Avenue.

Ao tocarem a canção “Me and My Uncle”, que ficou famosa com banda de rock Grateful Dead, uma garotinha começou a dançar com níveis elevados de fofura. E as pessoas em volta, até então meio impassíveis, talvez pelo frio, também se animaram.

Garotinha dançando no metrô de NY

A dupla postou o vídeo no Youtube na última quinta-feira (4), e ele já tem quase 5 milhões de pageviews.

Ao jornal “New York Daily News”, Thomas Kopie disse que nunca falou com as pessoas que aparecem no vídeo. “Foi apenas um momento especial, onde um grupo de estranhos se reuniram e, em seguida, seguiram seus caminhos.”

Reclamando com quem resolve

Por Ygor Salles
02/12/14 15:43

Esta é Alanah ‘Charalanahzard’ Pearce.

20141202 Alanah

Alanah é uma jovem australiana de 20 anos que ganha a vida fazendo resenhas de games no Youtube. Ela tem algo em torno de 47 mil seguidores na plataforma de vídeos.

Tudo seguia bem até o momento que a gamer começou a receber mensagens abusivas, como ameaças de estupro, através de sua página no Facebook. “Estranhos foram muito específicos sobre as coisas que eles gostariam de fazer comigo, o que não é realmente muito agradável de ler. Eu recebi também algumas ameaças de estupro”, relatou para a BBC.

Cansada destas mensagens, Alanah resolveu contra-atacar. Mas não pelas vias tradicionais, como xingar muito no Twitter ou procurar a polícia. Considerou melhor reclamar com quem poderia, de fato, resolver os problemas: as mães dos trolls. Começou a procurar informações sobre seus detratores até conseguir chegar nas respectivas progenitoras.

E, depois de concluir a missão, ainda jogou na internet o resultado.

A iniciativa fez de Alanah uma celebridade instantânea na Austrália pela forma com que resolveu o problema. Não sei se da forma correta, mas certamente de forma inusitada.

Em entrevista para a BBC, a gamer disse que as mensagens ofensivas são minorias, mas que preferiu não deixar para lá “e deixar essas pessoas vencerem”.

Prefiro não imaginar o que as mães dos trolls fizeram com eles.

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