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Mídias sociais e a vida em rede

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Ygor Salles é editor-adjunto de Mídias Sociais da Folha

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Mulher fala de compras, homem fala de sexo: ao menos no Facebook, isso é real

Por Ygor Salles

Mulheres falam de compras, homens falam de sexo. Crianças falam de lição de casa; adolescentes, de sexo; jovens adultos, de trabalho; e adultos e idosos, dos filhos.

Isso tudo pode ser um clichê no nosso dia a dia, mas não é no Facebook. É o que mostra um estudo feito pela Universidade da Pensilvânia com ajuda da Universidade de Cambridge, usando como material mais de 700 milhões de palavras, frases ou tópicos publicados por 70 mil voluntários na rede social.

A partir daí, os pesquisadores montaram nuvens de palavras para ter uma ideia de quais são os termos mais utilizados. Foram feitas divisões por sexo, idade e perfil psicológico.

Eis os resultados:

Sexo

Mulheres utilizam muitas palavras para descrever suas emoções. E não resistem em contar o que andam comprando. As palavras mais usadas foram ‘excited’ (animada), ‘shopping’ (compras) e o universal emoticon de coração <3. Já os homens não poupam palavrões e só pensam ‘naquilo’. Além disso, a pesquisa mostra que são possessivos: sempre incluem um ‘my’ (minha) antes de falar da esposa ou da namorada.

 

Idade

Achei ainda mais clichê do que o do sexo. Elas seguem as preocupações que sempre imaginamos que pessoas das tais idades possuem. No grupo de 13 a 18 anos, a preocupação é com a escola e a lição de casa. Já os jovens de 19 a 22 anos falam de sexo e da faculdade. Também ficou identificado um uso maior de emoticons e ‘gírias cibernéticas’.

Os adultos de 23 a 29 anos entram no mercado de trabalho e, obviamente, falam do trabalho (‘at work’) e do que farão após o trabalho (‘beer’). Achei justo. No último grupo , dos acima de 30 anos, o foco se volta para a vida em família, especialmente para o que os filhos andam aprontando.

“No geral, nós encontramos uma progressão de escola, faculdade, trabalho e família quando olhamos os tópicos predominantes ao longo dos grupos de idade”, aponta o estudo.

 

Perfil psicológico

A pesquisa separou os voluntários em duas situações diferentes.  Na primeira, separaram entre introvertidos e extrovertidos. Na segunda, entre neuróticos e emocionalmente estáveis.

Na divisão entre introvertidos e extrovertidos, observou-se que as palavras mais ditas pelos extrovertidos estão ligadas a atividades mais sociais (festa, garotos, garotas, etc.), enquanto os introvertidos citam atividades mais solitárias (internet, anime, mangás).

Na outra divisão, os neuróticos adoram um palavrão e falar de depressão. Já os emocionalmente estáveis gostam de falar de esportes e de suas atividades corriqueiras.

Para os pesquisadores, esta é a descoberta mais interessante: uma vida ativa implica em estabilidade emocional. Como eu não saio do computador, então já estou começando a me preocupar (é, sou neurótico mesmo).

 

 

Curioso(a)? Então você pode acessar o estudo completo aqui.

PS: Agradeço ao Rafael Capanema, a mente fervilhante da equipe de Tec, pela graça alcançada. Digo, pelo estudo mostrado.

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