A batalha das biografias cai de vez na rede graças a Chico

Por Ygor Salles

É difícil que um quiprocó envolvendo categorias de artistas acabe na boca do povo, mas o caso das biografias não autorizadas conseguiu chegar a este nível.

Não por envolver censura, que é o que me parece o mais importante disso tudo. Mas por ter colocado na categoria de vilões algumas das figuras mais proeminentes da MPB, em especial Roberto Carlos, Caetano Veloso e Chico Buarque.

Para quem ainda está boiando na história, faço um pequeno resumo.

Uma ação que está no STF (Supremo Tribunal Federal) questiona a parte do Código Civil que diz que uma biografia só pode ser publicada com a chancela do biografado ou de seus herdeiros. Até aí, normal. O caso começou a esquentar quando um grupo, o Procure Saber, quis entrar como parte interessada na ação para defender a manutenção da atual regra. Os cantores acima citados lideram o tal grupo.

Já temos duas semanas de polêmica em torno do tema, com declarações das duas partes. Escritores defendendo as biografias não autorizadas, cantores rejeitando.

Mas nesta semana Chico Buarque resolveu se pronunciar. E o assunto ganhou grande proporção porque ele errou.

Para justificar a manutenção da proibição, o cantor disse em um texto que o escritor Paulo César  de Araújo, que escreveu uma biografia de Roberto Carlos que não está à venda porque o Rei não deu autorização, não o entrevistou para escrever o livro.

A resposta de Araújo, na tarde de ontem, foi demolidora: publicou fotos e até um vídeo da tal entrevista. Sem opção, Chico se desculpou hoje.

Da resposta do escritor em diante o caso caiu na boca (ou melhor, nos teclados) do povo. Alguns criticando a posição dele, outros atacando o falso argumento, e muita gente brincando que, sim, Chico Buarque também erra.

Veja algumas das reações:

Para encerrar o post, vamos com a capa de Chico Buarque de Hollanda, o primeiro álbum do cantor, muito usado nos mais diversos memes, agora voltada contra seu criador: