A rede que salvou os beagles

Por Ygor Salles

Maltratar cachorro é uma das piores maneiras de ser alvo de ataques nas redes sociais. Acho que só bater em velhinho e em bebê pode ser pior.

Por isso, desde ontem, nossos amigos internautas estão em polvorosa com o caso do Instituto Royal.

O Instituto Royal é uma empresa que faz testes para empresas farmacêuticas localizada na cidade de São Roque, no interior de SP. Normalmente cães da raça beagle são usados nos experimentos por serem dóceis e geneticamente muito parecidos uns com os outros.

Devido a estes testes, a empresa sempre foi alvo de protestos –virtuais e ‘reais’– de ativistas dos direitos dos animais. A página Diga Não ao Instituto Royal no Facebook, por exemplo, existe há mais de um ano.

Só que, na tarde de ontem, a coisa pegou fogo quando começou a circular um boato que os cães seriam sacrificados. E muita gente foi parar em São Roque.

Boa parte das pessoas que foram ao local souberam do caso devido a uma campanha de webcelebridades e de grupos como os hackers do Anonymous. Até alguns ‘black blocs’ foram. A hashtag #institutoroyal e São Roque estão desde então nos trending topics do Twitter no Brasil.

 

 

 

O resultado: os ativistas invadiram o local, arrombaram gaiolas e resgataram cerca de 200 cachorros, que foram levados em carros a clínicas veterinárias particulares da região.

Uma outra prova de como o assunto rende nas redes: os ativistas abriram durante a madrugada uma página no Facebook sobre adoção dos tais beagles. Em nove horas já tem mais de 80 mil seguidores.

 

A confusão continua, com boatos de todos os lados, o que dificulta saber o que é verdade ou não. A primeira é que estes animais devem voltar ao Instituto Royal por determinação judicial. A outra é que a fabricante de produtos para animais Royal Canin era uma das clientes do Instituto Royal e, portanto, deveria sofrer boicote. A empresa prontamente negou o vínculo, temendo que o boato se espalhe.

Abaixo vão mais posts com a repercussão do caso: