Vizinhos torceram em peso contra o Brasil na Copa, apontam dados do Facebook

Por Ygor Salles

Não que isso seja novidade vindo dos argentinos, mas nossos ‘vizinhos’ latino-americanos torceram muito contra o Brasil durante a Copa, de acordo com dados divulgados pelo Facebook neste sábado.

A empresa mapeou as interações relativas ao Mundial nos 32 clubes participantes (300 milhões de perfis, que geraram mais de 2 bilhões de interações) para saber para quem as pessoas em cada país torciam e para quem passavam a torcer a partir do momento que a seleção local era eliminada.

O gráfico interativo pode ser acessado aqui ou clicando na imagem abaixo:

Fluxo

No caso do Brasil, o resultado foi que não contamos muito com a simpatia dos latino-americanos, mas tivemos um razoável suporte de europeus, asiáticos e africanos que foram deixando a competição.

Outra conclusão importante tirada dos dados é que a língua é fator determinante na escolha de um novo time para torcer –o que, de certa forma, ajuda a explicar a birrinha dos nossos vizinhos, todos apoiando os rivais de língua espanhola que enfrentamos nas oitavas e quartas de final (Chile e Colômbia, respectivamente).

Vamos aos números:

Dois times latino-americanos deixaram a competição na primeira fase: Equador e Honduras. A seleção que mais captou torcedores equatorianos nas oitavas foi o Chile, nosso adversário, e a Colômbia. Já os hondurenhos optaram por torcer em peso para a vizinha Costa Rica.

Já os eliminados nas quartas (Chile, Costa Rica e Uruguai) optaram, em sua maioria, por torcer pela Colômbia nas quartas de final.

Aqui, um adendo que mostra que a zueira dos argentinos não tem limites: diante da possibilidade de os colombianos tirarem o Brasil da Copa, quase metade dos que torceram pela Argentina nas oitavas passou a apoiar a Colômbia nas quartas:

Zoeira

A própria equipe do Facebook identificou o confronto entre brasileiros e argentinos como uma das mais fortes da Copa. Segundo eles, os brasileiros não deram muito apoio aos times do grupo da Argentina (Bósnia, Nigéria e Irã) quando jogaram entre si, mas os apoiaram fortemente quando enfrentaram os hermanos.

Nenhum dos times eliminados nas quartas de final apontou o Brasil como o time favorito nas semifinais –posto que foi dividido entre alemães e argentinos, que coincidentemente chegaram à final da competição.

Para a final, o Facebook identificou a tendência de os derrotados apoiarem a Alemanha: eles contam, até o momento, com a torcida de 81% dos que torceram pela Holanda nas semifinais e com 71% dos que torceram pelo Brasil.