Campanha incentiva internautas a mostrarem suas letras nas redes sociais

Por Ygor Salles

É difícil uma hashtag subir por um motivo fofo ou nobre, e por isso vou dar espaço para esta –que, no caso, é fofa.

Desde o final da semana passada, uma série de internautas começaram a postar imagens de suas letras. O que, convenhamos, realmente poucas pessoas reconhecem de uma das outras, visto que o mundo digital tornou este hábito bem mais raro que antes.

A campanha começou no Instagram, mas logo se espalhou para o Facebook e para o Twitter –neste último, ela só chegou há três dias.

No geral a frase escrita por quem participa é padrão: “Uma coisa que a gente não conhece mais: a letra das pessoas. Esta é a minha”. Geralmente é seguida pela hashtag e por frases de incentivo para que seus seguidores façam o mesmo.

Por isso, mostrarei abaixo algumas que fugiram um pouco do padrão:

Teve gente com senso de oportunidade e aproveitou a onda, como o Ministério do Turismo:

E, claro, quem reclamou ou tirou onda com quem está participando:

Algo me intrigou na campanha: a grande quantidade de letras bonitas. Não sei ainda se é porque as pessoas com letras feias estão, digamos, temerosas em mostrar seus garranchos para o mundo ou se realmente as pessoas (ainda) sabem escrever direito com a mão.

Um colega dos tempos de colégio dizia sobre sua letra de mão, esta entidade cada vez mais escanteada pelo mundo digital: “Só eu e Deus entendemos. Uma semana depois, só Deus. Duas semanas depois, nem Deus”. Talvez os mais tímidos estejam imbuídos deste espírito.

Encerro o post com a minha letra. Que já foi melhor, mas ainda ganha de lavada da maioria da redação desta Folha:

20150305 Letra 2