A pátria de toga: #FachinSim ou #FachinNão?

Por Ygor Salles
Luiz Fachin na sabatina no Senado
Luiz Fachin na sabatina no Senado

Enquanto o jurista Luiz Fachin era sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado para o cargo de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira, uma batalha se dava nas redes sociais em torno do assunto.

Assim que a sabatina começou, opositores do governo federal –cabe à presidente Dilma Rousseff indicar nomes dos ministros do STF– ‘subiram’ a hashtag #FachinNão, defendendo que o jurista não deveria ser aprovado pelo Senado. Ela chegou a estar na liderança dos trending topics (assuntos mais comentados) do Twitter no Brasil.

Na outra contra, tuiteiros pró-governo contra-atacaram com a hashtag #FachinSim.

Nas postagens, as duas partes defendem as razões de suas escolhas. No geral, os contrários criticam a suposta tendência progressista de Fachin, que seria a favor do casamento gay e da ocupação de terras pelo MST. Aliás, em boa parte da sabatina no Senado ele se defendeu deste tipo de crítica. Já os defensores enaltecem tais virtudes progressistas.

Até o momento, o #FachinNão vai ganhando a ‘briga’, com mais de 53 mil postagens com a hashtag. #FachinSim tem pouco mais de 13 mil menções.

Veja algumas das postagens. Intercalados, já que não quero ser acusado de ajudar ninguém:

Após a aprovação (ou não) pela Comissão de Constituição e Justiça, a escolha de Fachin para o STF será votada no Plenário do Senado. Se aprovado, ele ficará com a vaga de Joaquim Barbosa, que deixou a Suprema Corte no ano passado.