Silas Malafaia faz ofensiva contra candidatos nas redes sociais

Por Ygor Salles

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, revolveu ampliar sua já forte militância política nas redes sociais fazendo vídeos pedindo que seguidores não votem em diversos candidatos a prefeito em quatro capitais e mais duas cidades do Estado do Rio.

São alvos candidatos, todos do lado esquerdo do espectro político, no Rio, São Paulo, Porto Alegre, Cuiabá, Niterói (RJ) e Nova Friburgo (RJ).

A brincadeira começou pelo Rio, no final de semana, com ataques aos candidatos Marcelo Freixo (PSOL), Jandira Feghali (PC do B) e Alessandro Molon (Rede):

Entre segunda (19) e esta terça, vieram os vídeos contra os candidatos Fernando Haddad (PT), Marta Suplicy (PMDB) e Luiza Erundina (PSOL), de São Paulo; Luciana Genro (PSOl) e Raul Pont (PT), de Porto Alegre; Procurador Mauro (PSOL), de Cuiabá; Rodrigo Neves (PV), de Niterói; e Glauber Braga (PSOL), de Nova Friburgo.

Apesar de ter feito um vídeo para cada candidato, Malafaia praticamente repete os mesmos argumentos para pregar o não-voto nos candidatos, como defender o governo federal do PT e o que chama de “princípios não-cristãos”, como ideologia de gênero, liberalização do aborto, descriminalização das drogas, casamento gay e outras pautas progressistas.

Nem mesmo candidatos que deixaram o PT e se candidatam por outros partidos, casos de Marta Suplicy, Alessandro Molon e Rodrigo Neves, são poupados.

“Não se enganem, ela não deixou de ser petista, não. Ela apenas saiu do PT, que está naufragando, para tentar ver se consegue nos enganar. A alma dela é petista, gente”, diz o pastor sobre a peemedebista, segunda colocada nas pesquisas para a Prefeitura de São Paulo, antes de lembrar que ela ajudou na tramitação da PLC 122/06, que prevê a pena para discriminação por orientação sexual.

Como tudo que acontece com o pastor nas redes sociais, os vídeos foram bastante compartilhados, mas também sobraram críticas:

Aliás, o pastor está afiado na cruzada contra os candidatos que não compartilham de seus ideais. Praticamente todos os 559 tuítes dele nos últimos 30 dias foram sobre política e assuntos correlatos (política externa, protestos, impeachment e outros).

Já a palavra ‘Cristo’ foi empregada 28 vezes, todas para falar de seu programa televisivo ‘Vitória em Cristo’, e ‘Jesus’ foi empregada cinco vezes, quatro para vender o livro “A Enciclopédia da Vida de Jesus” e uma para comemorar o impeachment de Dilma Rousseff.