‘Eu sonhava ver as filhas mais vezes': desejos de idosos portugueses em asilo emocionam internautas

Por Sarah Mota Resende

De viajar de avião a voltar a andar. Uns mais tímidos, outros com sorrisos mais largos. Em comum, as visíveis marcas da idade no rosto e uma lousa no colo na qual se lê “Eu sonhava…”.

A continuação da frase, entretanto, depende da história de cada velhinho que aceitou o desafio de contar seu sonho.

A iniciativa é da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Bispo, em Sagres, Portugal, e há uma semana vem sendo desenvolvida e compartilhada na página da instituição no Facebook.

Segundo a descrição do projeto publicada na rede social, o intuito é “abordar a capacidade de sonhar até o fim da vida”.

Ao blog, Armindo Vicente, diretor da instituição, diz que todas as atividades desenvolvidas no local são publicadas no Facebook para divulgação e também para que familiares possam acompanhar a rotina dos idosos.

Atualmente, 94 velhinhos vivem no lar, presente em duas cidades portuguesas — Sagres e Budens –, que também possui uma creche para bebês de até 3 anos e oferece vestimentas, alimentos e refeições aos mais necessitados.

Todos chegam à casa por vontade própria ou da família. “Nossos funcionários tentam fazer com que a mudança seja o mais natural possível”, assegura Vicente.

Os desejos foram colocados na “árvore dos sonhos”, construída pelos próprios idosos e exposta na sala de convivência do local.

Árvore dos Sonhos da Santa Casa da Misericórdia da Vila do Bispo
Árvore dos Sonhos da Santa Casa da Misericórdia da Vila do Bispo

Até a publicação deste texto, o álbum divulgado no Facebook já tinha mais de 14 mil compartilhamentos, muitos de brasileiros.

“O ‘Eu sonhava’ tomou proporções que não seriam imagináveis e estamos muito felizes. Milhares de compartilhamentos e mensagens de apoio ao nosso trabalho são bastante motivadoras. Até por parte do Brasil não esperávamos que as pessoas dessem um retorno tão grande”, diz Vicente.

No comentários, internautas comovidos se solidarizam com os idosos; “Chorei a metade mas li até ao fim.. com tão pouco podemos faze-las tão felizes”, escreveu um deles.

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