Exibição de documentário com visão da direita sobre golpe de 1964 causa embate nas redes

O documentário “1964: O Brasil Entre Armas e Livros” foi exibido na noite deste domingo (31) em dez cidades do Brasil em evento simultâneo que alugou salas de cinema da rede Cinemark.

(Se você quer saber sobre o conteúdo do filme, que apresenta uma visão alternativa sobre o golpe de 1964, o colega Fábio Zanini, do blog “Saída pela Direita”, fez uma ótima análise).

Se você quer saber sobre a confusão que se seguiu nesta segunda-feira (1º) pelas redes sociais, continue neste texto.

Vamos tentar explicar da forma mais sucinta possível.

  1. A exibição do documentário causou revolta nas redes sociais por quem acha que a rede não deveria passar um filme com visão favorável à ditadura militar.

2. O Cinemark foi às redes explicar que “não se envolve com questões político-partidárias” e que “não autoriza a divulgação de mídia partidária tampouco eventos de cunho político”.

3. Ou seja, o evento não foi organizado pelo Cinemark, mas ocorreu em seu espaço.

4. O comunicado da empresa foi suficiente para causar reações tanto na esquerda quanto na direita.

5. A direita se uniu e criou a hashtag #BoicoteCinemark, que se tornou o principal assunto desta segunda no Twitter.

6. Enquanto isso, a esquerda respondia: “Se vocês querem lançar algum filme, criem seu próprio cinema”.

7. Por fim, a direita criou um apelido para o cinema:

Até o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) entrou na discussão.

Procurado pelo #Hashtag, o Cinemark afirmou que seguia com o posicionamento oficial divulgado em suas redes sociais.