Fã vai ao Reclame Aqui pedir dinheiro de volta após posição política de Roger Waters

Mateus Luiz de Souza

O show de Roger Waters, ex-líder do Pink Floyd, no Allianz Parque, em São Paulo, na noite de terça-feira (9), está dando o que falar.

Isso porque ele foi vaiado e aplaudido em vários momentos, quando manifestou posição política.

Primeiro, encaixou Jair Bolsonaro numa lista de líderes neofascistas pelo mundo que inclui Donald Trump (EUA) e Marine Le Pen (França).

Depois, exibiu no telão a frase #EleNão, contra Bolsonaro, que ganhou força na reta final do primeiro turno.

O assunto criou discussões nas redes entre defensores e opositores de Bolsonaro. Mas uma reclamação, em especial, chamou atenção dos internautas:

É sério. Bom, hoje em dia não dá para saber a veracidade de nada num primeiro instante. Como não tem nome nem perfil de quem escreveu a reclamação, vai que ela foi feita por alguém querendo tirar uma onda, não?

De qualquer forma, tem gente defendendo a postura do autor da mensagem.

 

A vida de Roger Waters foi marcada pela guerra décadas antes de ele nascer. Em 1916, quando seu pai, Eric Fletcher Waters, tinha apenas dois anos de idade, seu avô, George Henry Waters, foi morto na Primeira Guerra Mundial. O drama familiar repetiu-se na Segunda Guerra, com a morte de Eric Fletcher, em 1944, na Itália, quando Roger era um bebê de cinco meses.

A história do ex-líder do Pink Floyd é um exemplo das feridas deixadas por conflitos armados.

“The Wall”, lançado originalmente em 1979, como um disco duplo do Pink Floyd, fala de um astro de rock atormentado pela perda do pai na guerra, a sua experiência em um sistema educacional repressor e difíceis relacionamentos com as mulheres e a sociedade.

Na internet, tem muita gente ironizando esse desconhecimento da história da banda por parte de fãs.