#SeEleEstivesseArmado: mulheres relatam agressões sofridas no passado um dia após flexibilização da posse

Foto: George Frey/Reuters
Mateus Luiz de Souza

Nesta terça-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou decreto que flexibiliza a posse de armas no país.

Algumas das principais mudanças são:

  • Antes cabia à PF avaliar a necessidade da posse; agora as hipóteses de “efetiva necessidade” para aquisição de até 4 armas abrangem todos os cidadãos, e a PF apenas examina as informações
  • É preciso declarar que há local seguro para armazenamento em residências com crianças, adolescentes e pessoas com deficiência intelectual
  • Revisão da autorização passa a ser feita a cada 10 anos, em vez de 5

Nas redes sociais, o assunto está rendendo debates de pessoas prós e contra a nova medida.

Também surgiram diversos relatos de mulheres que sofreram ou presenciaram agressões de namorados, maridos ou pais, sempre acompanhados da hashtag #SeEleEstivesseArmado, que figura nos trending topics (assuntos mais comentados do Twitter) na tarde desta quarta-feira (16).

“Vai morrer”

Alcoolismo piora uma situação que já é grave.

O Brasil registra 606 casos de violência doméstica por dia.

Arma em casa facilita as coisas para quem busca uma solução definitiva.

Não deu tempo de pegar a arma.

Homens também fizeram relatos.

Armas e crianças: perigo constante.

História de ex-namorados ou ex-maridos que não aceitam o fim é comum.

Também há relatos de quem estava, de fato, armado.

Pessoas a favor da ampliação da posse de armas também se manifestaram.

Um dos argumentos usados pelos pró-armas é o de que, para matar, basta querer.

Outro é: não quer arma, só não comprar.

O que acaba levando a discussão para outras searas.

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